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PF prende advogado e descobre podridão gigantesca

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HECATOMBE

A Operação Patmos não imaginava a podridão que descobriria

A prisão, na Operação Patmos, do advogado Willer Tomaz , está incendiando o Palácio do Buriti e outros poderes da capital da República. Não bastassem as fortes ligações de Willer com o Grupo JBS de Wesley Batista, um odor fétido começa a se espalhar pela cidade.
A fonte de onde exala a podridão é a mansão no Lago Sul – bairro nobre de Brasília -,onde funciona (ainda) o escritório de advocacia Willer Tomaz Advogado e Associados.
Lá, não necessariamente em finais de tarde regadas a uísque, notáveis de Brasília, com muita afinidade com o governador Rodrigo Rollemberg, chegaram a vender dificuldades para colher facilidades, por exemplo, na Terracap.
O que a Polícia Federal não sabia, ao deflagrar a operação da fatídica quarta-feira, 18, é que a busca e apreensão nos escritórios de Willer levariam a um emaranhado que só agora se revela. Naquele bunker, foi aberta uma fossa de dimensões inimagináveis. E o mau cheiro está se espalhando pelos quatro cantos da capital. Ao menos dois nomes pesos-pesados circulavam pelas salas da mansão do Lago Sul. Carlos Augusto Sobral Rollemberg, irmão do governador, e Leonardo Roscoe Bessa, fiel escudeiro do irmão famoso e procurador-geral de Justiça do Distrito Federal.

Podridão gigantesca

A sujeira saiu do Lago e atingiu os Três Poderes do Distrito Federal. Está impregnada no Executivo, Legislativo e Judiciário. Só a título de ilustração, já se sabe que Leonardo Bessa conservava estreitas relações com Willer. E muito do que se apura saiu da boca do procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso na mesma Operação Patmos, acusado de receber propina.
A história, porém, não para por aí. O que pode estar também tirando noite  de sono de Leonardo Bessa é o fato de Carlos Augusto Rollemberg ter  intermediado negócios de um empresário local junto à Teracap e outros  assuntos de interesse direto do Governo do Distrito Federal.
A bomba vai espalhar estilhaços. Afinal – é o que a Polícia Federal quer  saber – o que faziam no escritório de Willer, personalidades de peso como o  ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, governadores, deputados,  senadores e empresários, todos monitorados com autorização judicial.
O escândalo, que por ora apresenta apenas a ponta do iceberg, mostra a influência do advogado Willer Tomaz no Judiciário e no Ministério Público, além do Executivo e Legislativo. Os áudios captados pela Polícia Federal estão sendo periciados e separados os negócios lícitos dos ilícitos. Também estão sendo analisadas imagens do circuito interno do escritório e o livro que relaciona o nome dos clientes com data e tempo de atendimento.

magazine Luiza