BNDES desvia R$ 1,5 trilhão sob mandato de Lula. Escândalo é maior que a Petrobras por Equipe Juntos Pelo Brasil há alguns segundos

 Escândalo é maior que a Petrobras

Mais longevo presidente da história do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho deixa o banco da avenida Chile, no Rio de Janeiro, com um legado controverso, segundo economistas que deram entrevista ao jornal Folha.
Em nove anos sob sua presidência, de maio de 2007 a maio de 2016, o BNDES aprovou operações no valor de R$ 1,56 trilhão. O total desembolsado foi de R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 43 vezes o orçamento do Bolsa Família (R$ 28 bilhões em 2016).
Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) constataram que as operações autorizadas por Coutinho são irregulares e apresentam prejuízos ao banco da ordem de R$ 770 milhões.

Campeões em corrupção

Foi também sob sua gestão que o BNDES implementou a hoje extinta política de formação de “campeões nacionais” – companhias selecionadas para se tornar gigantes em seus setores e competir no mercado internacional. Nessas transações desastrosas e fraudulentas é que surge a JBS. A empresa operou fortunas autorizadas por Coutinho e se tornou a maior do mundo em fornecimento de proteína.
O BNDES é um banco cuja finalidade é social. Seus investimentos deveriam seguir para fomento em educação, cultura e infraestrutura. O desvio de finalidade do banco cheira a formação de um forte esquema para extraviar dinheiro público em trocas de propinas.

Mandato de Lula

O banco virou assim um símbolo do modelo econômico do segundo mandato do presidente Lula e do primeiro mandato de Dilma Rousseff, orientado pela expansão de gastos e aumento do papel do Estado na economia. No que resultou em seu maior prejuízo desde a história de fundação do BNDES.
A Polícia Federal, através da operação Bullish, procura por Coutinho e por Joeslei porém ambos, coincidentemente, estão no exterior.
(Com informações da Folha e edição da equipe JPB)