Michel Temer: apenas mais um comunista

,

Michel Temer




Já reparou na frequência com que Ulisses Guimarães é citado por parlamentares da extrema-esquerda?
O deputado líder da constituinte de 1988 e morto em 1992 foi citado dezenas de vezes na tramitação do impeachment no congresso. Citado como um modelo de parlamentar.
Ulisses Guimarães foi um dos fundadores do PMDB, partido que veio do MDB, que veio da reformulação do PCB, o partido comunista mais antigo do Brasil, que existe há quase cem anos. Informações mais detalhadas são encontradas no livro PCB de São Paulo, que reúne documentos publicados pelo próprio partido entre 1974 e 1981, ou seja, em pleno regime militar.
No livro estão os detalhes da reformulação do comunismo brasileiro que decidiu substituir a estratégia revolucionária de Prestes pela infiltração cultural desenhada por Gramsci, que também pedia a criação de partidos que promovessem o comunismo sem apresentar-se como tal, seguindo o que já vinha sendo amadurecido desde o final da 2° Guerra Mundial na Europa, passando pelo Diálogo Interamericano (do qual participou FHC), pela Conferência de Havana em 1989 (quando houve a indicação de Lula para a liderança do novo comunismo brasileiro), pela criação do Foro de São Paulo em 1990 e pelo Pacto de Princeton, onde foi firmado o acordo entre FHC e Lula.

Viagem a China


Durante viagem a China, a equipe de Michel Temer anunciou a criação de um fundo para socorrer grandes empresas e a criação de dois novos programas sociais. Um agrado ao mercado e outro aos pobres. Uma continuidade do jeito tucano-petista de governar. Porém, uma declaração de Michel Temer explicitou muitas outras coisas: “…não pergunte o que o estado pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo Estado”.
Esta frase é do John Kennedy, dita em sua campanha eleitoral no final da década de 1950. Uma frase tão icônica que mereceu especial atenção de Milton Friedman, num de seus livros.
Em resumo, Michel Temer, assim como todo comunista bem ou malvestido, quer que a sociedade sirva o estado, sirva o governo, sirva os governantes. Michel Temer quer exatamente a mesma coisa que Lula e Dilma quiseram. A mesma coisa que todos os ditadores da história.
Como já disse Schopenhauer, “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa”. É o que a sociedade faz.
Ingenuamente, as pessoas entendem o comunismo como um sistema que se resume ao assalto da propriedade privada e dos meios de produção. No entanto, o comunismo é muito maior do que isso − ou mais simples e objetivo do que isso. Comunismo é apenas a busca pelo controle total da sociedade.
O uso da violência foi descartado a partir da década de 1960 porque assustava as pessoas comuns. A planificação econômica foi verificada como desastrosa. Sobrou o que Gramsci descreveu: Infiltrar-se na imprensa, na educação, na igreja, na estrutura do governo e criar partidos que não se apresentassem comunistas, que não se apresentem revolucionários, que sejam tolerantes ao mercado, ao direito de propriedade e à liberdade de imprensa para primeiro conseguir um controle indireto sobre tudo isso e logo depois o controle completo. Estes partidos são o PT, o PMDB e o PSDB. Os três defendem o estado como organizador social e promovedor do desenvolvimento. Partidos como PSOL e Rede representam a segunda reforma do comunismo no Brasil.
É ingênua a pessoa que enxerga que Temer está tentando promover um governo liberal. Não está. O próprio termo “governo” se choca contra os princípios básicos de liberdade.
Anotem: Michel Temer não fará nada para desmantelar os núcleos comunistas instalados na sociedade civil – sindicatos, movimentos estudantis e sociais. A razão é simples: tê-los nas ruas protestando confere a si mesmo uma estampa moderada e faz a sociedade enxergar uma pluralidade democrática que de fato não existe.
Se quisessem, o PMDB e o PSDB formariam com extrema facilidade a maioria parlamentar necessária para acabar com todo e qualquer núcleo comunista nas universidades, nos sindicatos e na administração pública.
Se o PMDB e o PSDB fossem partidos realmente contrários ao PT, não perderiam a chance de esmagar Lula e Dilma.

Qual presidente da República “conservador” manteria a Comissão da Anistia (criada para investigar crimes durante a ditadura militar) e nomearia para presidi-la o ex-ministro do Trabalho no governo João Goulart, Almino Afonso? Nenhum, mas foi o que Michel Temer fez dois dias atrás.
Dilma não foi tirada da presidência. Foi dispensada da responsabilidade de resolver os problemas que causou. Como prêmio pelos serviços prestados à quadrilha, teve seus direitos políticos preservados.
Nas gravações de Sérgio Machado ficou clara a preocupação da cúpula do PMDB em salvar Lula e Dilma. O fatiamento da votação do impeachment foi o golpe de mestre do comunismo brasileiro, momentaneamente liderado por Michel Temer.
Todas as medidas que Temer vem tomando contra determinados nichos petistas no governo representam nada mais do que sua necessidade de eliminar sabotadores dentro do movimento do qual faz parte.
Temer está tentando fazer algumas reformas por necessidade, não por convicção.
Temer assume um governo com a mesma base parlamentar de Dilma e de Lula. O PSDB continua sendo a amante sem vergonha que é chamada à cama vez ou outra, mas que todo mês se revolta, registra queixa de maus tratos na polícia, mas sempre se arrepende, retira a queixa, volta para a casa, deita na cama e espera que o PMDB ou o PT façam tudo o que quiserem com ela, tendo orgasmos na medida em que leva uns tapas na cara.
As brigas que vemos na TV são como brigas entre amigos para saber quem vai dirigir o carro. Seja lá quem for, todos estão indo para o mesmo destino.
Compreendo certo alívio por ter Michel Temer na presidência. De certo, é um inimigo menos feroz, menos cruel, menos cretino. Mas é um inimigo. É um político. Vive de criar leis desde sempre. Respeita todos aqueles que odiamos. Protege todos aqueles que nos roubam.
Temer irá preparar o terreno para receber aquele que nos fará sentir saudades de Lula, Ciro Gomes. Ciro Gomes será o primeiro ditador do Brasil neste século.
Aos que votam, cabe eleger as pessoas que estão se candidatando pelo Novo e pelo Livres, se manifestar cada vez mais no sentido contrário à doutrinação estatal e divulgar os autores conservadores, liberais e libertários que vem tentando espaço na grande imprensa.