EXCLUSIVO: Palocci, o banco clandestino e o escândalo da tecnologia da informação

Palocci


A delação de Palocci vai implodir o sistema financeiro e a tecnologia da informação
O recado do ex-ministro da Fazenda no Governo Petista, Antonio Palocci ao vazar o desejo do beneficio da delação premiada na operação Lava Jato, causou um verdadeiro tsunami entre os banqueiros marqueteiros e principalmente, empresários no ramo de tecnologia da informação (TI).
Fontes que investigam na Operação Lava Jato fizeram chegar aos ouvidos do ex-ministro Palocci, vulgo “Italiano”, apelidado pela empreiteira Odebrecht o nome de um corretor de São Paulo que mantinha frequentes contatos com o ministro no restaurante, mantido pela investigação em sigilo, no bairro do Bexiga em São Paulo. Palocci, segundo os investigadores, é sócio oculto no restaurante. No andar superior funciona como banco clandestino, um local para armazenar milhões em espécie guardados em caixa de aço e climatizada para conservar as cédulas. O corretor vendeu para Palocci fazendas com criações de gados através de fotografias, o ex-ministro pagou pelo imóvel sem se quer conhece-lo. O esquema sofisticado, segundo o relato da fonte, é de causar inveja até na empreiteira Odebrecht que funciona para irrigar bilhões em dinheiro de corrupção. O corretor, que os investigadores mantêm o nome em sigilo, revelou outros esquemas em que Palocci recebia dinheiro ilícito. O relato que causou surpresa aos investigadores foi a sociedade oculta entre o marqueteiro João Santana de Cerqueira Filho e o ex ministro da fazenda, o “Italiano”. Palocci foi o responsável pela chegada de João Santana ao Partido dos Trabalhadores, em campanhas políticas. Desse ponto, se deu a parceria e sociedade em outros negócios.
Santana é o elo de tudo
João Santana em 2002, na campanha do então candidato presidente Lula, convidou Duda Mendonça para fazer parte da equipe. Logo no início das tratativas, João Santana rompeu relações com Duda, que assumiu a campanha como marqueteiro principal. Em 2006, Palocci insistiu com Lula para João Santana ser o marqueteiro oficial, já que Duda Mendonça possuía seu nome no escândalo do Mensalão.
Campanha vitoriosa
Com a campanha de Lula, vitoriosa em 2006, João passou a comandar não só as campanhas petistas, como também de partidos aliados. A maioria delas, em parceira oculta com Palocci. Na área de Tecnologia e Informação, Palocci atuou forte nos bastidores para beneficiar alguns empresários do ramo junto ao Governo Federal e em alguns estados.
Algumas empresas, como Microsoft, Oracle, Dell e IBM buscaram no Brasil, com alguns empresários brasileiros, para atuar em parceria no governo federal e nos Estados. O esquema de propina na área de TI, segundo os investigadores, é bilionário.
Era FHC
No governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, o empresário americano Bill Gates, visitou o Brasil e entregou a representação de sua marca Microsoft à minúscula empresária Maria Cristina Boner que tinha a TBA como empresa no ramo de tecnologia. Então, Cristina passou a atuar no mercado nacional e internacional, ganhando força e prestígio por ser mulher empreendedora. Em 2009, Maria Cristina Boner se envolveu no escândalo chamado “Caixa de Pandora”, no Distrito Federal, que levou o governador do DF, José Roberto Arruda para a cadeia. A empresária perdeu a representação da Microsoft mas difundiu sua empresa operando com outras empresas também no mercado internacional. A minúscula empresária ganhou corpo, e se tornou a referência tendo que camuflar em outras empresas. Hoje, atua com a empresa Global Web que faz parte do grupo TBA. Palocci é seu padrinho e fiel escudeiro.
Cristina Boner, nascida na mesma terra Natal de Palocci, Ribeirão Preto, tem livre acesso e atua com desenvoltura junto ao SERPRO (Empresa Pública de Tecnologia da Informação). Hoje presidido por Maria da Glória dos Santos, considerada braço direito do ex-ministro Paulo Bernardo, preso na operação Lava Jato, acusado de desviar recursos de servidores públicos através da empresa Consist Software uma empresa brasileira parte do grupo Consist, de Tecnologia da Informação (TI) responsável pela gestão de crédito consignado a servidores públicos federais.
O escândalo de TI pode ser considerado o esquema de corrupção que ajuda abastecer o propinoduto. A Odebrecht está sendo identificada por abastecer no esquema de propina políticos e partidos.
Gravíssimo
O esquema de TI corrompe políticos, servidores públicos e empresários do setor que abrem mão da disputa da livre concorrência para atuar favorecendo cartéis. A delação premiada de Antonio Palocci com certeza traz à luz personagem que vivem na escuridão do mercado clandestino e corruptos.
Via juntospelobrasil.com